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terça-feira, 28 de janeiro de 2014
domingo, 26 de janeiro de 2014
Texto expositivo-argumentativo
Um texto expositivo-argumentativo deve combinar dois princípios de estruturação:
I – apresentar uma tese, desenvolver justificativas para comprovar essa tese e uma conclusão que dê um
fecho à discussão elaborada no texto, compondo o processo argumentativo.
TESE – É a ideia que vais defender no teu texto. Ela deve estar relacionada ao tema e deve estar apoiada em argumentos ao longo da redação.
ARGUMENTO – É a justificativa utilizada por ti para convencer o leitor a concordar com a tese defendida. Cada argumento deve responder à pergunta “por quê?” em relação à tese defendida.
II – utilizar estratégias argumentativas para expor o problema discutido no texto e detalhar os argumentos utilizados.
ESTRATÉGIAS ARGUMENTATIVAS – São recursos utilizados para desenvolver os argumentos, de modo a convencer o leitor:
• exemplos;
• dados estatísticos;
• pesquisas;
• factos comprováveis;
• citações ou depoimentos de pessoas especializadas no assunto;
• alusões históricas; e
• comparações entre factos, situações, épocas ou lugares distintos.
EXEMPLO
I – apresentar uma tese, desenvolver justificativas para comprovar essa tese e uma conclusão que dê um
fecho à discussão elaborada no texto, compondo o processo argumentativo.
TESE – É a ideia que vais defender no teu texto. Ela deve estar relacionada ao tema e deve estar apoiada em argumentos ao longo da redação.
ARGUMENTO – É a justificativa utilizada por ti para convencer o leitor a concordar com a tese defendida. Cada argumento deve responder à pergunta “por quê?” em relação à tese defendida.
II – utilizar estratégias argumentativas para expor o problema discutido no texto e detalhar os argumentos utilizados.
ESTRATÉGIAS ARGUMENTATIVAS – São recursos utilizados para desenvolver os argumentos, de modo a convencer o leitor:
• exemplos;
• dados estatísticos;
• pesquisas;
• factos comprováveis;
• citações ou depoimentos de pessoas especializadas no assunto;
• alusões históricas; e
• comparações entre factos, situações, épocas ou lugares distintos.
EXEMPLO
O Papel da Televisão na Vida dos Jovens
A televisão tem uma grande influência na formação pessoal e social das crianças e dos jovens. Funciona como um estímulo que condiciona os comportamentos, positiva ou negativamente.
A televisão difunde programas educativos edificantes, tais como o ZigZag, os documentários sobre Historia, Ciências, informação sobre a atualidade, divulgação de novos produtos…Todavia, a televisão exerce também uma influência negativa, ao exibir modelos, cujas características são inatingíveis pelas crianças e jovens em geral. As suas qualidades físicas são amplificadas, os defeitos esbatidos,criando-se a imagem do herói / heroína perfeitos. Esta construção produz sentimentos de insatisfação do eu consigo mesmo e de menosprezo pelo outro.
A violência é outro aspeto negativo da televisão, em geral. As crianças e os jovens tendem a imitar os comportamentos violentos dos heróis, o que pode colocar em risco a vida dos mesmos. O mesmo acontece com o visionamento de cenas de sexo. As crianças formam uma imagem distorcida da sua sexualidade,potenciando a prática precoce de sexo e suscitando distúrbios afetivos.
Em jeito de conclusão, é legítimo que se imponha às estações de televisão uma restrição de exibição de material violento ou desajustado à faixa etária nas suas grelhas de programação, dado que a exposição a este tipo de conteúdos é extremamente prejudicial no desenvolvimento das crianças e dos jovens, pois, tal como diz o povo, “violência só gera violência”.
Funções Sintáticas e Orações
Identifica a função sintática da palavra ou expressão a negrito.
1. Ele ficou em casa. (predicativo do sujeito)
2. Nós dissemos que iríamos ser pontuais. (complemento direto)
3. Os alunos que tiverem boa nota no teste vão receber um prémio (modificador restritivo do nome)
4. Elas concluíram o trabalho rapidamente. (modificador)
5. O vestido foi comprado na semana passada. (predicado)
6. O diretor nomeou-o chefe-adjunto. (predicativo do complemento direto)
7. A oferta de livros foi muito louvável. (complemento do nome)
8. Os meus amigos moram aqui. (complemento oblíquo)
9. Pessoa, esse génio da literatura, era português. (modificador apositivo)
1. Na frase “Gosto dela, mas às vezes farto-me!” oração sublinhada é
a. subordinada adjetiva restritiva.
b. coordenada completiva.
c. subordinada adverbial causal.
d. coordenada adversativa.
2. Na frase “Mal acordo, espreguiço-me!”, a oração sublinhada é
a. subordinada adverbial temporal.
b. subordinada adverbial causal.
c. subordinada adverbial comparativa.
d. subordinada adverbial consecutiva.
3. A oração sublinhada em “Vou ter a tua casa, a não ser que acabe tarde.” é
a. subordinada adverbial consecutiva.
b. subordinada adverbial concessiva.
c. subordinada adverbial condicional.
d. subordinada adverbial causal.
4. A oração sublinhada na frase “O João, quando o telefone tocou, deu um salto.” é
a. subordinante.
b. subordinada adjetiva explicativa.
c. subordinada adjetiva completiva.
d. subordinada copulativa.
5. Em que alínea a conjunção “que” introduz uma oração subordinada causal?
a. Ela é tão bonita que todos olham para ela.
b. Mesmo que chegues tarde, vou ficar à tua espera.
c. Ela disse que tu estavas mal vestida!
d. Vem comigo, que preciso de ajuda!
6. De entre as frases que se seguem, em que alínea a conjunção “como” introduz uma oração causal?
a. Ela fala como se mandasse!
b. Como chegaste tarde, não esperamos para jantar.
c. O Pedro é alto como uma torre!
d. A minha mãe cozinha como se fosse um chef de culinária.
7. De entre as frases que se seguem, em que alínea o “como” introduz uma oração subordinada adverbial comparativa?
a. Como está a chover, vou levar gabardina.
b. Como o Manuel teve um acidente, vou visitá-lo ao hospital.
c. Ela era esguia e elegante como (é) uma serpente.
d. Como me pediste ajuda, aqui tens os meus apontamentos da aula.
8. Das frases que se seguem, em que alínea a conjunção “que” não introduz uma oração subordinada substantiva completiva?
a. A Marta disse que ia ter ao restaurante.
b. É lamentável que tenhas dito tanto disparate!
c. Choveu tanto que me molhei toda!
d. Penso que tens razão.
9. Em que alínea encontras uma oração subordinada substantiva completiva?
a. Ela é bonita, mas às vezes é tão antipática!...
b. Se ganhasse o totoloto, ia de férias!
c. Apesar de a professora explicar bem a matéria, fiquei com algumas dúvidas.
d. Perguntei-lhe se queria ir connosco ao cinema.
10. Classifica a oração sublinhada na frase “Os alunos que terminaram a prova esperaram pelo final do tempo estabelecido.”
a. Oração subordinada adjetiva relativa restritiva.
b. Oração subordinada adjetiva relativa explicativa.
c. Oração subordinada substantiva completiva.
d. Oração subordinada substantiva relativa sem antecedente.
11. Classifica a oração sublinhada na frase “O homem, que olhava para ela insistentemente, tinha mau aspeto.”
a. Oração subordinada adverbial causal.
b. Oração subordinada substantiva relativa sem antecedente.
c. Oração subordinada adjetiva relativa explicativa.
d. Oração coordenada conclusiva.
1. Ele ficou em casa. (predicativo do sujeito)
2. Nós dissemos que iríamos ser pontuais. (complemento direto)
3. Os alunos que tiverem boa nota no teste vão receber um prémio (modificador restritivo do nome)
4. Elas concluíram o trabalho rapidamente. (modificador)
5. O vestido foi comprado na semana passada. (predicado)
6. O diretor nomeou-o chefe-adjunto. (predicativo do complemento direto)
7. A oferta de livros foi muito louvável. (complemento do nome)
8. Os meus amigos moram aqui. (complemento oblíquo)
9. Pessoa, esse génio da literatura, era português. (modificador apositivo)
1. Na frase “Gosto dela, mas às vezes farto-me!” oração sublinhada é
a. subordinada adjetiva restritiva.
b. coordenada completiva.
c. subordinada adverbial causal.
d. coordenada adversativa.
2. Na frase “Mal acordo, espreguiço-me!”, a oração sublinhada é
a. subordinada adverbial temporal.
b. subordinada adverbial causal.
c. subordinada adverbial comparativa.
d. subordinada adverbial consecutiva.
3. A oração sublinhada em “Vou ter a tua casa, a não ser que acabe tarde.” é
a. subordinada adverbial consecutiva.
b. subordinada adverbial concessiva.
c. subordinada adverbial condicional.
d. subordinada adverbial causal.
4. A oração sublinhada na frase “O João, quando o telefone tocou, deu um salto.” é
a. subordinante.
b. subordinada adjetiva explicativa.
c. subordinada adjetiva completiva.
d. subordinada copulativa.
5. Em que alínea a conjunção “que” introduz uma oração subordinada causal?
a. Ela é tão bonita que todos olham para ela.
b. Mesmo que chegues tarde, vou ficar à tua espera.
c. Ela disse que tu estavas mal vestida!
d. Vem comigo, que preciso de ajuda!
6. De entre as frases que se seguem, em que alínea a conjunção “como” introduz uma oração causal?
a. Ela fala como se mandasse!
b. Como chegaste tarde, não esperamos para jantar.
c. O Pedro é alto como uma torre!
d. A minha mãe cozinha como se fosse um chef de culinária.
7. De entre as frases que se seguem, em que alínea o “como” introduz uma oração subordinada adverbial comparativa?
a. Como está a chover, vou levar gabardina.
b. Como o Manuel teve um acidente, vou visitá-lo ao hospital.
c. Ela era esguia e elegante como (é) uma serpente.
d. Como me pediste ajuda, aqui tens os meus apontamentos da aula.
8. Das frases que se seguem, em que alínea a conjunção “que” não introduz uma oração subordinada substantiva completiva?
a. A Marta disse que ia ter ao restaurante.
b. É lamentável que tenhas dito tanto disparate!
c. Choveu tanto que me molhei toda!
d. Penso que tens razão.
9. Em que alínea encontras uma oração subordinada substantiva completiva?
a. Ela é bonita, mas às vezes é tão antipática!...
b. Se ganhasse o totoloto, ia de férias!
c. Apesar de a professora explicar bem a matéria, fiquei com algumas dúvidas.
d. Perguntei-lhe se queria ir connosco ao cinema.
10. Classifica a oração sublinhada na frase “Os alunos que terminaram a prova esperaram pelo final do tempo estabelecido.”
a. Oração subordinada adjetiva relativa restritiva.
b. Oração subordinada adjetiva relativa explicativa.
c. Oração subordinada substantiva completiva.
d. Oração subordinada substantiva relativa sem antecedente.
11. Classifica a oração sublinhada na frase “O homem, que olhava para ela insistentemente, tinha mau aspeto.”
a. Oração subordinada adverbial causal.
b. Oração subordinada substantiva relativa sem antecedente.
c. Oração subordinada adjetiva relativa explicativa.
d. Oração coordenada conclusiva.
Os Cantos d' Os Lusíadas
Os Lusíadas (cliquem aqui e tenham acesso à obra) Lusíadas anotados
CANTO I
1 - 3 (Proposição): Camões propõe-se a cantar os feitos dos Portugueses.
4 -5 (Invocação): O poeta invoca as Tágides (ninfas do Tejo).
6 - 18 (Dedicatória): O poema é dedicado a D. Sebastião.
19 (Narração): A Armada no Oceano Índico.
20 - 41: Os Deuses discutem no Olimpo. Júpiter e Vénus apoiam os Portugueses, e Baco opõe-se. Marte apoia Vénus.
42 - 99: A Armada em Moçambique. Vasco da Gama recebe o regedor e este último, incitado por Baco, ataca os Portugueses, mas é vencido. Mostra-se arrependido e oferece um falso piloto ao Gama.
100 - 102: O falso piloto dirige as naus para Quiloa, mas Vénus afasta os Portugueses do perigo de uma emboscada.
103 - 104: Chegada a Mombaça.
105 - 106: Considerações sobre a insegurança e as falsidades da vida.
CANTO II
1 - 28: O rei de Mombaça, mandado por Baco, tenta destruir a Armada Portuguesa atraindo-a ao porto. Vénus pede ajuda às Nereidas e estas afastam as naus. O falso piloto e os mouros julgam ter sido descobertos e fogem.
29 - 32: Vasco da Gama apercebe-se da cilada e pede a deus que o ajude a chegar à Índia.
33 - 63: Vénus pede a Júpiter que ajude os Portugueses. Júpiter concorda e profetiza-lhes sucesso. Mercúrio aparece em sonhos ao Gama e diz-lhe para seguir viagem.
64 - 71: Partida de Mombaça. Os Portugueses capturam um navio e os mouros levam-nos a Melinde.
72 - 91: Recepção festiva em Melinde.
92 - 113: O rei de Melinde visita a Armada e pede ao Gama que lhe conte a história de Portugal.
CANTO III
1 - 2: Invocação de Camões a Calíope.
3 - 5: O Gama resume ao rei de Melinde o que lhe vai contar: terras, gentes e feitos de armas.
6 - 21: Situação geográfica da Europa e de Portugal
22 - 98: Viriato, Conde D. Henrique, reis de Portugal (de D. Afonso Henriques a D. Dinis), Egas Moniz, guerras da Reconquista, Batalha de Ourique.
99 - 135: D. Afonso VI, Batalha do Salado, episódios Líricos de Inês e da formosíssima Maria.
136 - 143: Reinados de D. Pedro e D. Fernando.
CANTO IV
1 - 50: Mestre de Avis como rei de Portugal, discurso de Nun'Álvares, Batalha de Aljubarrota, conquista de Ceuta.
51 - 65: Reinados de D. Duarte, D. Afonso V e D. João II.
66 - 93: Reinado de D. Manuel. Sonho do rei em que aparecem os rios Ganges e Indo a profetizar o sucesso dos Portugueses na Índia. A Armada parte de Belém rumo ao Oriente.
94 - 104: O Velho do Restelo.
CANTO V
1 - 36: O Gama conta ao rei de Melinde a viagem até ao cabo das tormentas. Partida para o Equador. Fogo de Santelmo. A tromba Marítima. Fernão Veloso na Baía de Santa Helena.
37 - 60: O gigante Adamastor.
61 - 91: O Gama acaba o relato da viagem até Melinde. O escorbuto. Elogio à coragem dos Portugueses.
92 - 100: Desânimo do poeta face ao desprezo dos Portugueses pelas Letras, e em especial pela poesia.
CANTO VI
1 - 6: O povo de Melinde festeja os Portugueses. Partida das naus para os mares da Índia.
7 - 37: Baco fala com Neptuno. Concílio dos Deuses Marinhos. Discurso de Baco. Éolo é incitado a soltar os ventos para impedir a viagem dos Portugueses.
38 - 69: A bordo, os Portugueses contam histórias para passar o tempo. Fernão Veloso conta o episódio dos Doze de Inglaterra.
70 - 84: A tempestade.
85 - 91: Vénus e as ninfas abrandam os ventos.
92 - 94: As naus chegam a Calecute. O Gama agradece de novo a Deus.
95 - 99: Camões medita sobre o valor da glória.
CANTO VII
1 - 14: A Armada está na barra de Calecute. Camões elogia o espírito aventureiro dos Portugueses, comparando-os com outros povos que nada fazem.
15 - 22: Entrada em Calecute. Descrição da Índia.
23 - 27: Contacto com o povo desconhecido.
28 - 41: Monçaide descreve o Malabar.
42 - 56: O Gama desembarca e o Catual leva os Portugueses até junto do Samorim.
57 - 66: O Gama visita o Samorim. Acolhimento dos Portugueses.
66 - 77: Paulo da Gama recebe o catual a bordo da Armada.
78 - 87: Camões faz nova invocação às Ninfas do Tejo e do Mondego, e queixa-se da sua infelicidade.
CANTO VIII
1 - 43: Paulo da Gama descreve ao Catual as figuras das bandeiras das naus.
44 - 56: O Catual regressa a terra. Baco intervém de novo, pondo os indianos contra os Portugueses.
57 - 78: O Gama pede para ser recebido pelo Samorim. Este acredita no discurso do capitão e deixa que regresse à sua nau.
79 - 95: O Catual tenta deter Vasco da Gama em terra, mas como tem medo do Samorim, liberta-o a troco de mercadorias. O capitão regressa à nau e ficam dois feitores em terra.
96 - 99: Reflexões do poeta sobre o poder do ouro.
CANTO IX
1 - 17: Em Calecute espera-se uma armada Muçulmana para destruir a Portuguesa. Monçaide avisa o Gama, que levanta âncora, aprisionando os mercadores indianos como castigo.Os mercadores são trocados pelos feitores, e a Armada volta a Portugal.
18 - 50: Vénus decide recompensar os Portugueses.
51 - 92: Ilha dos Amores. Descrição e acolhimento das Ninfas aos Portugueses. Tétis recebe o Gama no palácio.
93 - 95: Exortação de Camões aos que sonham com a imortalidade.
CANTO X
1 - 143: Ilha dos Amores. Profecia dos feitos dos Portugueses no Oriente feita por uma Ninfa. Invocação a Calíope. A Ninfa continua as profecias. Tétis indica ao Gama os locais onde os Portugueses serão célebres. Os marinheiros despedem-se e partem.
144: Chegada a Portugal.
145 - 156: O poeta lamenta-se e promete a D. Sebastião cantar as futuras glórias e conclui assim a sua dedicatória, encerrando com ela a obra.
quinta-feira, 23 de janeiro de 2014
Os Lusíadas
A origem da palavra Lusíadas – Conta a lenda que Luso, filho de Baco, deus do vinho, fundou,
no extremo ocidental da Península Ibérica, um reino, ao qual deu um nome derivado do seu:
Lusitânia.
Na realidade, quando os Romanos se estabeleceram na Península Ibérica, por uma questão
administrativa, dividiram-na em três províncias, conservando o nome Lusitânia para toda a
região compreendida a sul do Rio Douro.
No século XVI, os escritores nacionais começaram a usar a palavra Lusitanos como sinónimo de
Portugueses, o que foi aproveitado por Camões.
Foi com base nisso que o poeta criou uma palavra nova que iria dar nome à sua obra épica: Os
Lusíadas, ou seja, o Povo de Luso – os Portugueses.
A Proposição aponta para os quatro planos do poema:
1. O Plano da Viagem - celebração de uma viagem:
"...da Ocidental praia lusitana / Por mares nunca de antes navegados / Passaram além da
Tapobrana...";
2. O Plano da História - vai contar-se a história de um povo:
"...o peito ilustre lusitano..."."...as memórias gloriosas / Daqueles Reis que foram dilatando
/ A Fé, o império e as terras viciosas / De África e de Ásia...";
3. O Plano dos Deuses (ou do Maravilhoso) - ao qual os Portugueses se equiparam:
"... esforçados / Mais do que prometia a força humana..."."A quem Neptuno e Marte
obedeceram...";
4. O Plano do Poeta - em que a voz do poeta se ergue, na primeira pessoa:
"...Cantando espalharei por toda a parte. / Se a tanto me ajudar o engenho e
arte..."."...Que eu canto o peito ilustre lusitano...".
Invocação (C. I, 4-5)
4
E vós, Tágides minhas, pois criado
Tendes em mi um novo engenho ardente,
Se sempre em verso humilde celebrado
Foi de mi vosso rio alegremente,
Dai-me agora um som alto e sublimado,
Um estilo grandíloco e corrente,
Por que de vossas águas Febo ordene
Que não tenham enveja às de Hipocrene.
5
Dai-me ũa fúria grande e sonorosa,
E não de agreste avena ou frauta ruda,
Mas de tuba canora e belicosa,
Que o peito acende e a cor ao gesto muda;
Dai-me igual canto aos feitos da famosa
Gente vossa, que a Marte tanto ajuda;
Que se espalhe e se cante no universo,
Se tão sublime preço cabe em verso.
Invocar significa apelar, pedir, suplicar.
Na Invocação, Camões dirige-se às Tágides, as ninfas do Tejo, pedindo-lhes que o ajudem a cantar os feitos dos portugueses de uma forma sublime:
“Dai-me agora um som alto e sublimado,
Um estilo grandíloco e corrente,”
Tratando-se de um pedido, a Invocação assume a forma de discurso persuasivo, onde predomina a função apelativa da linguagem e as marcas características desse tipo de discurso – o vocativo e os verbos no modo imperativo - determinam a estrutura do texto:
E vós, Tágides minhas, (...)
Dai-me (...)
Dai-me (...)
Dai-me (...)
O poeta pede às Tágides o estilo elevado que a epopeia e a grandiosidade do assunto requerem; o " som alto e sublimado ", exigido pelo " novo engenho ardente " que as ninfas colocaram nele. Como poeta experiente que é, sabe que a tarefa a que agora se propôs exige um estilo e uma linguagem de grau superior, por isso estabelece ao longo das duas estâncias um confronto entre a poesia lírica, há muito por ele cultivada, e a poesia épica, a que agora se abalança.
Dedicatória
A dedicatória é uma parte facultativa da estrutura da epopeia. Camões inclui-a n’Os
Lusíadas ao dedicar a sua obra ao rei D. Sebastião.
Nessa altura, D. Sebastião era ainda muito jovem e por isso era visto como a esperança
da pátria portuguesa na continuação da difusão da fé e do império.
D. Sebastião, rei de Portugal de 1568 a 1578, foi o penúltimo rei antes do domínio
espanhol (1580-1640). O seu prematuro desaparecimento numa manhã de nevoeiro na batalha
de Alcácer Quibir deu origem ao mito sebastianista, um sentimento muito português, que nasceu
de uma lenda e que tem povoado o imaginário coletivo do nosso povo, ao longo dos séculos.
Para além do elogio ao rei, Camões pretende convencê-lo a aceitar o seu canto, por isso
recorre a uma linguagem argumentativa, sendo a função de linguagem predominante a apelativa.
O poeta recorre a numerosos vocativos, apóstrofes e ao uso frequente do modo imperativo. Há
quem considere que o discurso da Dedicatória segue a estrutura própria do género oratório.
O poeta chama constantemente a atenção do seu destinatário, D. Sebastião, para o que o poema vai celebrar.
no extremo ocidental da Península Ibérica, um reino, ao qual deu um nome derivado do seu:
Lusitânia.
Na realidade, quando os Romanos se estabeleceram na Península Ibérica, por uma questão
administrativa, dividiram-na em três províncias, conservando o nome Lusitânia para toda a
região compreendida a sul do Rio Douro.
No século XVI, os escritores nacionais começaram a usar a palavra Lusitanos como sinónimo de
Portugueses, o que foi aproveitado por Camões.
Foi com base nisso que o poeta criou uma palavra nova que iria dar nome à sua obra épica: Os
Lusíadas, ou seja, o Povo de Luso – os Portugueses.
A Proposição aponta para os quatro planos do poema:
1. O Plano da Viagem - celebração de uma viagem:
"...da Ocidental praia lusitana / Por mares nunca de antes navegados / Passaram além da
Tapobrana...";
2. O Plano da História - vai contar-se a história de um povo:
"...o peito ilustre lusitano..."."...as memórias gloriosas / Daqueles Reis que foram dilatando
/ A Fé, o império e as terras viciosas / De África e de Ásia...";
3. O Plano dos Deuses (ou do Maravilhoso) - ao qual os Portugueses se equiparam:
"... esforçados / Mais do que prometia a força humana..."."A quem Neptuno e Marte
obedeceram...";
4. O Plano do Poeta - em que a voz do poeta se ergue, na primeira pessoa:
"...Cantando espalharei por toda a parte. / Se a tanto me ajudar o engenho e
arte..."."...Que eu canto o peito ilustre lusitano...".
Invocação (C. I, 4-5)
4
E vós, Tágides minhas, pois criado
Tendes em mi um novo engenho ardente,
Se sempre em verso humilde celebrado
Foi de mi vosso rio alegremente,
Dai-me agora um som alto e sublimado,
Um estilo grandíloco e corrente,
Por que de vossas águas Febo ordene
Que não tenham enveja às de Hipocrene.
5
Dai-me ũa fúria grande e sonorosa,
E não de agreste avena ou frauta ruda,
Mas de tuba canora e belicosa,
Que o peito acende e a cor ao gesto muda;
Dai-me igual canto aos feitos da famosa
Gente vossa, que a Marte tanto ajuda;
Que se espalhe e se cante no universo,
Se tão sublime preço cabe em verso.
Invocar significa apelar, pedir, suplicar.
Na Invocação, Camões dirige-se às Tágides, as ninfas do Tejo, pedindo-lhes que o ajudem a cantar os feitos dos portugueses de uma forma sublime:
“Dai-me agora um som alto e sublimado,
Um estilo grandíloco e corrente,”
Tratando-se de um pedido, a Invocação assume a forma de discurso persuasivo, onde predomina a função apelativa da linguagem e as marcas características desse tipo de discurso – o vocativo e os verbos no modo imperativo - determinam a estrutura do texto:
E vós, Tágides minhas, (...)
Dai-me (...)
Dai-me (...)
Dai-me (...)
O poeta pede às Tágides o estilo elevado que a epopeia e a grandiosidade do assunto requerem; o " som alto e sublimado ", exigido pelo " novo engenho ardente " que as ninfas colocaram nele. Como poeta experiente que é, sabe que a tarefa a que agora se propôs exige um estilo e uma linguagem de grau superior, por isso estabelece ao longo das duas estâncias um confronto entre a poesia lírica, há muito por ele cultivada, e a poesia épica, a que agora se abalança.
POESIA LÍRICA
|
POESIA ÉPICA
|
verso humilde
agreste avena frauta ruda |
novo engenho ardente
som alto e sublimado estilo grandíloco e corrente fúria grande e sonorosa tuba canora e belicosa |
Dedicatória
A dedicatória é uma parte facultativa da estrutura da epopeia. Camões inclui-a n’Os
Lusíadas ao dedicar a sua obra ao rei D. Sebastião.
Nessa altura, D. Sebastião era ainda muito jovem e por isso era visto como a esperança
da pátria portuguesa na continuação da difusão da fé e do império.
D. Sebastião, rei de Portugal de 1568 a 1578, foi o penúltimo rei antes do domínio
espanhol (1580-1640). O seu prematuro desaparecimento numa manhã de nevoeiro na batalha
de Alcácer Quibir deu origem ao mito sebastianista, um sentimento muito português, que nasceu
de uma lenda e que tem povoado o imaginário coletivo do nosso povo, ao longo dos séculos.
Para além do elogio ao rei, Camões pretende convencê-lo a aceitar o seu canto, por isso
recorre a uma linguagem argumentativa, sendo a função de linguagem predominante a apelativa.
O poeta recorre a numerosos vocativos, apóstrofes e ao uso frequente do modo imperativo. Há
quem considere que o discurso da Dedicatória segue a estrutura própria do género oratório.
O poeta chama constantemente a atenção do seu destinatário, D. Sebastião, para o que o poema vai celebrar.
segunda-feira, 20 de janeiro de 2014
domingo, 19 de janeiro de 2014
Soneto Já Antigo
Olha, Daisy, quando eu morrer tu hás-de
Dizer aos meus amigos ai de Londres,
Que embora não o sintas, tu escondes
A grande dor da minha morte. Irás de
Londres p'ra York, onde nasceste (dizes —
Que eu nada que tu digas acredito...)
Contar àquele pobre rapazito
Que me deu tantas horas tão felizes
(Embora não o saibas) que morri.
Mesmo ele, a quem tanto julguei amar,
Nada se importará. Depois vai dar
A notícia a esta estranha Cecily
Que acreditava que eu seria grande...
Raios partam a vida e quem lá ande!...
Álvaro de Campos
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