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terça-feira, 17 de setembro de 2019

Conceito de belo

estética não-aristotélica

conceito de estética não-aristotélica surge em contraste com o conceito de estética aristotélica. Enquanto esta remete para uma ideia de beleza  apreendida racionalmente, aquela liga-se à ideia de vida, de força. A estética aristotélica implica uma conceção intelectual do belo e do agradável da arte, enquanto a estética não-aristotélica pressupõe a ideia de vitalidade e de sensibilidade individual. 
É Álvaro de Campos, heterónimo de Fernando Pessoa, que, emApontamentos para uma estética não-aristotélica, faz a teorização de uma estética  não-aristotélica baseada na ideia moderna de força e não na de beleza , própria da poética de Aristóteles e dos seus seguidores.

domingo, 17 de junho de 2018

Excertos de exames nacionais

Exame 2011(gramática)
2012(Lusíadas e Gramática)
Exame 2014 (Sermão e Gramática)
Exame 2015 (Sophia e Gramática)
Exame 2016 (Camões e GRAMÁTICA)

Transcreva a oração subordinada adverbial presente no excerto seguinte.
«Se as pessoas não perceberam, por exemplo, o poema “Volto contigo a Ulisses”, eu explico o
poema todo.» (linhas 14 e 15). (2013-2ª fase)

(2014-2ªfase)
No excerto «Denunciou as estruturas de corrupção, que considerava uma espécie de cancro que
afetava gravemente a missão dos governos e o superior interesse do Reino e dos súbditos do rei.»
(linhas 9 a 11), as palavras sublinhadas são
(A) um pronome e uma conjunção, respetivamente.
(B) uma conjunção e um pronome, respetivamente.
(C) pronomes em ambos os contextos.
(D) conjunções em ambos os contextos.

2.1. Identifique a expressão de que o pronome «aquilo» (linha 7) é uma catáfora.
2.3. Identifique a função sintática desempenhada pelo pronome pessoal em «pode inspirar-nos em cada
tempo» (linhas 29 e 30).

(2015-2ª fase)
6. No contexto em que ocorre, a expressão «grosso volume do romance de Eça de Queirós» (linha 4) constitui
um exemplo de
(A) perífrase.
(B) hipálage.
(C) eufemismo.
(D) paradoxo

Transcreva a palavra que constitui uma catáfora da expressão «os trajes (num figurino rigoroso), os
cenários, as próprias vozes dos atores» (linha 16). (tudo)

Em Os Maias de João Botelho, ao contrário do que acontece com as personagens, e
à parte as cenas de interior, filmadas em ambientes da época que ainda hoje mantêm as
suas características –10. Refira a função sintática desempenhada por «que» (linha 26).

(2016-2ªfase)

Não iria longe esta crónica se não fosse a providência dos cronistas, a qual é (aqui o
confesso) a associação de ideias. Vai levando o rio Saône a sua corrente envenenada, e
é neste momento que uma gota de água se me desenha na memória...

5. Nas linhas 13 e 15, a palavra «se» é
(A) uma conjunção em ambos os casos.
(B) um pronome em ambos os casos.
(C) um pronome e uma conjunção, respetivamente.
(D) uma conjunção e um pronome, respetivamente.


segunda-feira, 14 de maio de 2018

Poetas Contemporâneos/Características

Para além dos poetas estudados, aqui deixo menção aos restantes que fazem parte do programa.


  • Luíza Neto Jorge
  • Manuel Alegre
  • Nuno Júdice
  • Alexandre O'Neill
  • Ruy Belo
  • António Ramos Rosa
  • Herberto Helder
  • Vasco Graça Moura
  • Jorge de Sena

  1. O Primeiro Modernismo (1915-1924)
  2. Revista Orpheu, órgão do Modernismo (1915)
  3. O Segundo Modernismo (1924-1940)
  4. Revista  Presença órgão do Segundo Modernismo (1926) Miguel Torga
  5. Neorrealismo (1940)
  6. Revista Cadernos de Poesia (1940) Jorge de Sena, Eugénio de Andrade



A- Várias tendências posteriores

  • Surrealismo: Alexandre O’Neill
  • Revista Árvore: António Ramos Rosa
  • Revista Poesia 61: Luiza Neto Jorge
  • Revista Notícias de Bloqueio: Manuel Alegre
  • Poesia experimental: Ruy Belo, Herberto Helder
  • Contemporaneidade: Vasco Graça Moura, Ana Luísa Amaral, Nuno Júdice

B- Características genéricas da poesia do século XX

  • Despoetização
  • Dramaticidade agressiva
  • Desintegração de palavras
  • Busca pela inovação formal
  • Fuga da realidade
  • Distanciamento da experiência comum e da língua usual
  • Discursividade
  • Intertextualidade 


C- Representações do contemporâneo

  • Urbano 
  • Oposições sociais
  • Degradação 
  • Denúncia social ou política
  • Desumanização do homem

D- Tradição literária
  • Retoma de temas tradicionais
O amor
A natureza
O sonho e a imaginação
A evocação do passado
  •  Retoma de formas tradicionais
O verso de redondilha
A quadra e a quintilha
O soneto



E- Figurações do poeta
  1. Caracterização do poeta
A simbologia do corpo
A presença de animais
A ironia, o cómico e a provocação

       2. Reflexão sobre o papel do poeta 
no mundo
no poema
na vida



F- Arte poética

Metapoesia
  1. Reflexão sobre o fazer poético
  2. Reflexão sobre a criação poética
  3. Reflexão sobre o poema e o poeta
  4. Reflexão sobre o lugar da poesia


G- Formas poéticas, formas estróficas e métricas


Liberdade 
  • transgressão na língua 
  • palavras 
  • regras sintáticas
  • regras de pontuação
  • utilização da maiúscula 
  •  estrófica
  •  métrica 
  •  ausência de rima / presença de alguns versos rimados






terça-feira, 8 de maio de 2018

Processo de Formação de Palavras


Para além dos processos de formação de palavras estudados na aula e presentes no teu manual, aqui ficam outros que deves também saber.


Onomatopeia - caca ca ca cá-  cacarejar  ( reprodução de um som)

Acrónimo - Organização das  Nações Unidas -  ONU     (Lê-se)

Sigla - Pequenas e Médias Empresas -  P M E  (Soletra-se)

Truncação - metropolitano -  Metro (redução da palavra)

Amálgama - informação + automática -  informática  ( fusão de palavras)

Empréstimo - slogan, toilette  ( palavras originalmente de línguas  estrangeiras)


domingo, 22 de abril de 2018

Terceiro Conto


Podes ouvir e/ou ler o conto de Mário de Carvalho
Famílias Desavindas, que se encontra no livro deste autor, Contos Vagabundos.

terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

Poesia de Miguel Torga

Maceração

Pisa os meus versos, Musa insatisfeita!
Nenhum deles te merece.
São frutos acres que não apetece
Comer.
Falta-lhes génio, o sol que amadurece
O que sabe nascer.

Cospe de tédio e nojo
Em cada imagem que te desfigura.
Nega esta rima impura
Que responde de ouvido.
Denuncia estas sílabas contadas,
Vestígios digitais do evadido
Que deixa atrás de si as impressões marcadas.

E corta-me de vez as asas que me deste.
Mandaste-me voar;
E eu tinha um corpo inteiro a recusar
Esse ímpeto celeste.

Miserere Nobis

O que um verso demora!
A esta mesma hora,
Quantos poetas, como eu, à espera!...
Passou o inverno, veio a primavera,
Deitou-se a noite, ergueu-se a madrugada,
E a voz
de todos nós
Cativa na garganta estrangulada!

Nenhum sinal no céu de próximo milagre;
Os adivinhos mal nos adivinham;
E os restantes humanos,
Há infinitos anos
Que apenas tecem
A teia da rotina,
Como o instinto os ensina.

E resta-nos a força
Que empurra os cegos contra a claridade.
Ter confiança é deslaçar metade
Do nó do tempo que o destino aperta.
Suprema descoberta
Doutros que no passado não desesperaram,
E foram premiados, e cantaram.

Mas pesa como um luto
Este silêncio hostil.
E fere como a raiva dum cilício
A certeza da morte
Colada ao corpo.
Que desgraça
Desconhecida,
Se a mudez ultrapassa
A nossa vida!



A Um Negrilho

Na terra onde nasci há um só poeta.
Os meus versos são folhas dos seus ramos.
Quando chego de longe e conversamos,
É ele que me revela o mundo visitado.
Desce a noite do céu, ergue-se a madrugada,
E a luz do sol aceso ou apagado
É nos seus olhos que se vê pousada.

Esse poeta és tu, mestre da inquietação
Serena!
Tu, imortal avena
Que harmonizas o vento e adormeces o imenso
Redil de estrelas ao luar maninho.
Tu, gigante a sonhar, bosque suspenso
Onde os pássaros e o tempo fazem ninho!


Conquista

Livre não sou, que nem a própria vida
Mo consente.
Mas a minha aguerrida
Teimosia
É quebrar dia a dia
Um grilhão da corrente.

Livre não sou, mas quero a liberdade.
Trago-a dentro de mim como um destino.
E vão lá desdizer o sonho do menino
Que se afogou e flutua
Entre nenúfares de serenidade
Depois de ter a lua!


Mãe

Mãe:
Que desgraça na vida aconteceu,
Que ficaste insensível e gelada?
Que todo o teu perfil se endureceu
Numa linha severa e desenhada?

Como as estátuas, que são gente nossa
Cansada de palavras e ternura,
Assim tu me pareces no teu leito.
Presença cinzelada em pedra dura,
Que não tem coração dentro do peito.

Chamo aos gritos por ti — não me respondes.
Beijo-te as mãos e o rosto — sinto frio.
Ou és outra, ou me enganas, ou te escondes
Por detrás do terror deste vazio.

Mãe:
Abre os olhos ao menos, diz que sim!
Diz que me vês ainda, que me queres.
Que és a eterna mulher entre as mulheres.
Que nem a morte te afastou de mim!